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  • May 19 2022 12:07PM

NOTÍCIA

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Tião Oleiro recebe visita de Rodrigo Bico

Sebastião João da Rocha, o mestre Tião Oleiro recebeu a visita do diretor da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico, no sábado (31). Na comunidade de Taboão, Ceará-Mirim, na área da casa da filha Francisca, o mestre da cultura popular conta fragmentos de sua trajetória com o Congo de Guerra, grupo de congado que homenageava “os militares que não voltaram para casa”.  

Tião é um dos sete mestres selecionados pelo edital do Registro do Patrimônio Vivo, de 2009. Os demais foram Luiz Campos, Gregório Santeiro, Xexéu, João Viana, Antônio da Ladeira, Antônio do Tapará e Tião Oleiro. Além deles três grupos recebem a bolsa: Fandango, de Canguaretama; Caboclinhos, também de Ceará-Mirim; e Chegança, de Barra de Cunhaú.

“Ele viveu Primeira Guerra, Segunda Guerra, Intentona Comunista, o período da cana-de-açúcar, a queda do algodão”, ressalta Rodrigo Bico, na companhia do pesquisador Gibson Machado, que tem reunido o trabalho do mestre.

Na família de 11 irmãos, Tião aprendeu a dançar com o pai, João Oleiro. A mãe, Mariinha, também incentivava o filho a se divertir na brincadeira com os primos. “É uma diversão do meu avô. Já existia antigamente. Quem trouxe foi outro homem que veio de Angola”, lembra o mestre de congo. A dança folclórica tem coreografia própria e dramática, narra alguma história. Em geral, homens se reuniam em grupo musical simples.

A primeira vez que Tião Oleiro juntou seu grupo foi na Rua Patu da cidade, “onde hoje é a Caixa Econômica”. Início dos anos 30. Na cidade, todo mundo aprendeu. “Tudo homem de bigode e de roupa de mulher, com um capacetezinho e uma pisada bonita danada”.

Os instrumentos que acompanhavam eram uma rabeca e um fole de 8 baixos, igual ao que o centenário toca ainda em casa. Sentado, com os pés firmes no chão, ele cantarola as congadas da juventude e os baiões que mais gosta. E apesar da idade, arrasta os pés mostrando como se dança.





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